O SABER-FAZER-SER PESCADOR ARTESANAL NO ESTADO DA BAHIA: PRODUÇÃO, COTIDIANO E CONFLITOS

Kassia Aguiar Norberto Rios, Guiomar Inez Germani

Resumo


As comunidades tradicionais pesqueiras da Bahia possuem tradicional modo de viver e de lidar com a natureza. Com base produtiva principalmente familiar, a captura realizada pelas mais de 600 comunidades identificadas no estado, visa principalmente à comercialização, como forma de obter/garantir os recursos necessários a sua sobrevivência. A relação de apropriação desenvolvida pelos pescadores artesanais com a natureza é caracterizada por extremos laços de identidade, pertencimento e principalmente, respeito, onde são desenvolvidos valores simbólicos e materiais que asseguram o seu modo de vida tradicional. E por vez, asseguram características especificas aos seus territórios. São essas especificidades, dentre outras, que caracterizam o saber-fazer-ser pescador artesanal no estado. Todavia, mesmo com toda sua importância, o que tem se observado, são essas comunidades num processo cotidiano de luta e resistência contra a invisibilidade histórica que as caracteriza e que, de certa forma, tem evidenciado as contradições existentes e influenciado diretamente no surgimento de disputas territoriais e conflitos. Os pescadores baianos têm buscado, no decorrer do tempo, manter viva a cultura, a identidade, o respeito, os laços de pertencimento – a tradicionalidade – que caracterizam o seu modo de vida. Nesse cenário, temos como objetivo central desse artigo analisar e compreender teóricoempiricamente como se dar à práxis do “saber-fazer-ser pescador artesanal” no estado da Bahia. Verificando sua importância, espacialização e, algumas questões atuais, em especial as que envolvem as disputas territoriais/conflitos existentes.

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Seminários Espaços Costeiros. ISSN 2447-732X