A RESTINGA COMO RECURSO PARA AS COMUNIDADES COSTEIRAS: O CASO DA COMUNIDADE QUILOMBOLA SANTA CRUZ - BREJO GRANDE, SE

Ray Santos Andrade, Neise Mare de Souza Alves, Marta Cristina Vieira Farias, Bruna Leidiane Pereira Santana, Maria Antonia Menezes Figueiredo

Resumo


O meio físico está composto por um conjunto de elementos naturais, que se tornam recursos para os grupos humanos que ali se instalam. Para as comunidades tradicionais que habitam os espaços costeiros, as espécies da restinga são um recurso que proporcionam usos na saúde e na alimentação, entre outros. A comunidade quilombola do povoado Santa Cruz se reproduz socialmente em um ambiente composto por manguezal e restinga. O conhecimento sobre os usos das espécies da restinga é ancestral, repassado através de gerações. Assim, este estudo tem por objetivo analisar a relação da comunidade referida com a restinga, enquanto recurso do ambiente, e seus usos. A análise se apoia nos princípios holístico-sistêmicos, entendendo-se a dinâmica ambiental como resultante da interação entre os componentes naturais e a sociedade. Foram realizadas coletas de material botânico fértil e entrevistas com membros da comunidade para conhecer como as utilizam. Até o momento foram identificadas 58 espécies. Desse total, sete espécies são aproveitadas para diversos fins, sendo 42,85% (três) utilizadas como recurso alimentar, na produção de sucos e apreciação dos frutos, com destaque para o Cambuí (Myrciaria floribunda) mencionado pela maioria dos entrevistados. No tratamento da saúde, preparo de cataplasmas, infusões e chás, foram citadas a Amescla (Protium heptaphyllum) e a Sambacaitá (Mesosphaerum pectinatum). Como recurso madeireiro, foram referidas as espécies Canela-de-veado ou Pirunga (Eugenia ligustrina) usada no cercamento de terrenos e construção de casas de taipa e o Genipapinho (Tocoyena sellowiana).

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Seminários Espaços Costeiros. ISSN 2447-732X