v. 1, n. 1 (2012)


Capa da revista

Água da Fonte

 

Comecei a fotografar por não ser muito bom com palavras. Passei pela pintura, com pastel seco, óleo, aquarela, desenho, serigrafia, escultura... Entre um subemprego e outro, experimentei “aquele instrumento” que exigia de mim certo conhecimento de física e química. Aí pensei: “agora que danou-se”. Nunca fui muito bom com nada (risos),  de astro do rock a jogador de futebol. À medida que as coisas foram fluindo, um dia olhei para alguns fotogramas e, como um sopro divino, havia encontrado aquilo que tanto procurava. Imaginar gotículas d’água como bolinhas de cristal suspensas no ar. Dizer o indizível. Congelar o tempo. Imortalizar. Brincar de Deus. Ficar entre o antes e o depois. Mostrar para todos aquilo que só eu no meu mundo via. Escrever com a luz... E ser iluminado por ela.

 

Luciano Carcará

Salvador, 2010