v. 5, n. 3 (2016)


Capa da revista

Foto da Capa: Murillo Pereira (2016)

 

Fonte original da vida, presença maior no nosso corpo, ausência cruel para as populações das regiões desérticas do planeta, demanda cotidiana da humanidade, riqueza natural em vias de se tornar commodity internacional, bênção ou castigo da natureza para alguns e para outros, fator previsto para o centro de conflitos geopolíticos internacionais, futuro causador de guerras em sua disputa; quando a água jorra é como uma celebração ruidosa. A falta de som que caracteriza a fotografia como forma de expressão e linguagem não impede que, ao fixarmos o olhar nessa imagem, possamos mesmo ouvir a explosão de vida que ela expressa. A sensibilidade do olhar e a técnica do fotógrafo conseguem que a imagem recuse os limites bidimensionais da fotografia para ameaçar abençoar-nos com o seu frescor e pureza. Imagem sensual e viva, ela nos inspira a apurar o olhar e os outros sentidos. Como precisamos fazer sempre que queremos entender o que não é necessariamente explicável, nosso desafio de pesquisadores que têm a pretensão – mesmo que quase sempre vã – de traduzir a complexidade do mundo.

 

Prof. Marcelo Dantas

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas - CECULT