v. 4, n. 3 (2015)


Capa da revista

Há algo na gestão social como as pontes, as fontes e as árvores. A gestão social, inclusiva e propositiva, pressupõe a compreensão da terceira margem do rio; é preciso ir ao encontro de caminhos e mobilidades. De um lugar a outro ou para os lugares, estamos nas ações da gestão social, descortinando possibilidades. Nosso tempo é do agora. Temos o tempo de olhar da balaustrada as adversidades e diversidades, de observar os movimentos e os ventos. Neste tempo, a escuta sensível e a possibilidade de aprender com o visível e o invisível ensina-nos a ampliar o olhar e a, corajosamente, permitir alargar os pensamentos no ambiente das experiências e dos conhecimentos. Temos o tempo de mirar os motivos trançados nos desenhos das múltiplas folhas que contam das conquistas e dos construídos. Na interconexão da tessitura social, os passos dados são indicativos das direções. O que já sabemos sustenta as novas respostas e perguntas. Temos o tempo de realizar os passos na ponte e decidir atravessá-la rumo a novas trilhas internas e externas. Para cada escolha e estratégia, um novo olhar busca o outro lado da ponte. Temos o tempo de pararmos a travessia ainda que saibamos que ela continuará. Temos o tempo das aprendizagens refletidas das conexões que estabelecem sentidos e significados. Temos o tempo em que as pontes eternizam ires e vires e inspiram a criação das pontes fontes.


Cybele Amado de Oliveira

Mestre em Gestão Social pelo CIAGS/UFBA. Diretora presidente do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP). Prêmio de Empreendedora Social 2012 – Fundação Schwab e Folha de São Paulo.