Cordel, Uma História de Gerações

Cleonisia Alves Rodrigues do Vale, Fabiana Pereira Barbosa, Andrécia Márcia Ricardo de Carvalho

Resumo


Pierre Lévy (1993) fala sobre os três tempos do espírito: o da oralidade, o da escrita e o da informática. O cordel sucede a folha volante do final do século XIX e se transforma em livreto que conta uma história com métrica e rima. Nasce no tempo da oralidade fundado sobre as lembranças e a memória auditiva, se adapta ao tempo da escrita e se refaz e se reinventa a cada nova tecnologia no tempo da informática, se configurando como um instrumento de memória social e de propagação das representações culturais, além de forte elemento da identidade nordestina. É no caldeirão cultural do Cariri cearense contemporâneo que esses três tempos se encontram na produção da literatura de cordel. Através da fala da cordelista Josenir Lacerda se pode observar o cordel como tradição reinventada, como meio de comunicação, como recurso educativo, como meio de expressão artística e como elemento agregador e fortalecedor das relações sociais. O que nos permite refletir sobre a importância da gestão da memória social para cultura.

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Palavras-chave


Gestão da Memória Social; Cultura; Identidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/23172428rigs.v2i2.9872