Empreendedorismo e Negócios Sociais como Estratégias para o Desenvolvimento Comunitário: O Caso do Escritório de Projetos da Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus/BA

Clara Campos e Campos, João Carlos de Pádua Andrade, Jaiele de Jesus dos Santos, Renato de Oliveira Rosa, Katianny Gomes Santana Estival

Resumo


O presente artigo demonstra a importância do empreendedorismo e dos negócios sociais para o desenvolvimento econômico e social de atores locais desprovidos de oportunidades empreendedoras, promovidos através da dinâmica existente na extensão universitária. O Escritório de Projetos (EPEC) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizado no Sul da Bahia, atua como um agente modificador que enxerga as potencialidades do local. Utilizando os princípios da extensão universitária e da pesquisa-ação desenvolve ações empreendedoras com o foco em dois pilares: possibilitar o processo de formação acadêmica dos discentes participantes através da relação teoria e prática e o fortalecimento do espírito empreendedor das comunidades participantes. Diante desse contexto, o presente artigo apresenta, de forma dissertativa, breve relato das ações que o EPEC realiza com comunidades através da extensão universitária, buscando fomentar o empreendedorismo e disseminar os negócios sociais em comunidades da região Sul da Bahia, com valorização das vocações regionais e empoderamento de jovens e mulheres.


Palavras-chave


empreendedorismo social; negócio social; extensão universitária; pesquisa-ação.

Texto completo:

PDF

Referências


Abdalla, M. F. B. (2005). A pesquisa-ação como instrumento de análise e avaliação da prática docente. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, v. 13, n. 48, p. 383-400.

Abraham, M.; Purkayastha; B. (2012). Making a difference: Linking research and action in practice, pedagogy, and policy for social justice: Introduction. Current Sociology, v. 60, n. 2, p. 123–141.

Baldissera, A. (2001). Pesquisa-ação: uma metodologia do “conhecer” e do “agir” coletivo. Sociedade em Debate, Pelotas, v. 7, n. 2, p. 5-25.

Boszczowski, A. K.; Teixeira, R. M. (2002). O empreendedorismo sustentável e o processo empreendedor: em busca de oportunidades de novos negócios como solução para problemas sociais e ambientais. Revista Economia e Gestão PUC Minas, v. 12, n. 29.

Comini, G. M. (2016). Negócios sociais e inovação social: um retrato de experiências brasileiras. São Paulo, 2016,z166 p. Tese (Livre-Docência) – Universidade de São Paulo, 2016. Recuperado de http://text-br.123dok.com/document/z3d140dy-negocios-sociais-e-inovacao-social-um-retrato-de-experiencias-brasileiras.html.

Corrêa, E. J. (2007). Extensão Universitária: organização e sistematização. Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Belo Horizonte: Coopmed, 2007. 112p. Recuperado de

Dornelas, J. C. A. (2007). Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso. 3ª reimpressão - Rio de Janeiro: Elsevier.

Hisrich, R. D.; Peters, M. P.; Shepherd, D. A. (2009). Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 664 p.

Kuhn, D. M. L. (2013). O negócio social como preservação da dignidade da pessoa humana. Brasília, 2013. 53f. –Monografia (Especialização). Instituto Brasiliense de Direito Público. Recuperado de http://dspace.idp.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/1181?show=full

Mutimukuru-Maravanyika, T. et al. (2016). Enhancing women's participation in decision-making in artisanal fisheries in the Anlo Beach fishing community, Ghana. Water Resources and Rural Development.

Nichter, M. (1984). Project community diagnosis: Participatory research as a first step toward community involvement in primary health care. Social Science & Medicine, v. 19, p. 3, 237–252.

Novaes, M. B. C.; Gil, A. C. (2009). A pesquisa-ação participante como estratégia metodológica para o estudo do empreendedorismo social em administração de empresas. RAM - Revista de Administração Mackenzie, v. 10, n. 1, p. 134–160.

Oliveira, E. M. (2004). Empreendedorismo social no Brasil: atual configuração, perspectiva de desafios – notas introdutórias. Revista da FAE, v.7, n. 2, p. 9-18, 2004.

Petrini, M.; Scherer, P.; Back, L. (2016). Modelo de negócios com impacto social. Revista de Administração de Empresas, v. 56, n. 2, p. 209-225.

Quintão, C. (2004). Empreendedorismo social e oportunidade de construção no próprio emprego. Seminário “Trabalho social e mercado de emprego”, Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Porto, 2004. Recuperado de http://www.isociologia.pt/App_Files/Documents/working4_101019094043.pdf

RENEX - Rede Nacional de Extensão. (1999). Relatório final do Grupo Técnico Sistema de Dados e Informações e RENEX – fórum de pró-reitores de extensão das universidades públicas brasileiras. Brasília. SESU/MEC, 1999. Recuperado de

Rocha, J. C. (2006). A Reinvenção Solidária e Participativa da Universidade – Um Estudo de Caso Múltiplo sobre Rede de Extensão Universitária no Brasil. 315 p. Recuperado de https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/10189/1/Rocha,%20Jose%20Claudio.pdf

Rosolen, T. Tiscoski, G. P; Comini, G. M. (2014). Empreendedorismo Social e Negócios Sociais: um estudo bibliométrico da publicação nacional e internacional. Revista Interdisciplinar, vol. 3, n. 1, p. 85-105.

Serrano, R. S. M. (2010). Conceitos de extensão universitária: um diálogo com Paulo Freire. UFPB, 2010. Recuperado de http://www.prac.ufpb.br/copac/extelar/atividades/discussao/artigos/conceitos_de_extensao_universitaria.pdf

Thiollent, M.; Silva, G. D. O. (2007). The Use of Action Research in the Management of Environmental Problems. Reciis - Electronic Journal of Communication, Information & Innovation in Health, v. 1, n. 1, p. 91–98.

Tripp, D. (2005). Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educacao e Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443–466.

Yunus, M. (2010). Criando um negócio social - Como iniciativas economicamente viáveis podem solucionar os grandes problemas da sociedade. Rio de Janeiro: Elsevier

YUNUS, M. (2008). Um mundo sem pobreza: a empresa social e o futuro do capitalismo. São Paulo. Ática