Negação de Formas: Notas sobre Contribuições de Georg Simmel para Compreender Organizações

Gabriela DeLuca, Silvia Kihara, Carolina Dalla Chiesa

Resumo


Este artigo propõe-se a discutir como se mantêm dois coletivos, a Casa da Cultura Digital e o Global Shapers Porto Alegre, utilizando como base os conceitos “formas de sociação” e “negação de formas” de Georg Simmel. Para realizar a discussão proposta, escolhemos, a partir da reflexão feita dos dados empíricos, as formas de sociação Sociabilidade, Subordinação e Superordenação e Dinheiro, além do tipo social Estrangeiro. Neste estudo, consideramos as formas de organização destes coletivos como peculiares, pois buscam afastar-se de formatos organizacionais hierárquicos, demasiadamente regrados e autoritários, entendendo-as como uma negação de formas. Na busca por negarem tais formas, os coletivos aceitam-nas e criam outras. Neste sentido, parecem formar “organizações estrangeiras”, as quais se afastam do status quo e também se aproximam. Com isso, buscamos lançar luz às organizações que, de algum modo, tentam criar alternativas de existência. Embora diferentes em suas propostas, elas apresentam aproximações e afastamentos que colaboram para a reflexão teórica sobre organizações.


Palavras-chave


Organização; Coletivos; Simmel; Etnografia

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