Orgulho e Paixão na Arte da Cestaria e Trançado na Comunidade de Curralinho

Maria José de Oliveira Carvalhal, Mirian de Souza Viana, Claudiani Waiandt

Resumo


O fazer artesanal tem como âmago uma individualidade indescritível, a qual o processo industrializado não pode conferir. Acreditando nessa singularidade, realizamos uma pesquisa etnográfica na comunidade rural de Curralinho, situada no município de Mata de São João, na Bahia, com o objetivo de compreender o fazer artesanal observando todo o processo produtivo, a satisfação e orgulho de cada artesã ao apreciar o seu produto finalizado para a comercialização. A fabricação de bolsas, realizada através de palhas colhidas na própria região, é desenvolvida por mulheres artesãs que executam todas as etapas da produção de maneira detalhista, que persistem na luta para obter o pão de cada dia através da sua criação artesanal. Esta saga diuturnamente vivida pelas sertanejas exige-lhes empenho, de maneira que nem mesmo a longa caminhada sob sol forte para incursionar as matas onde se colhe a matéria prima, bem como o minucioso trabalho de confeccionar as bolsas são suficientes para retirar-lhes a perseverança de fazer da arte uma forma de sobrevivência. O referido documentário aborda a importância do trabalho artesanal, produção local, para a geração de renda das artesãs e familiares da comunidade de Curralinho-Bahia. Buscamos evidenciar, sobretudo, as características peculiares da produção artesanal e a sua contribuição para o desenvolvimento de diversas famílias localizadas na região, com o propósito de divulgar e valorizar não apenas o trabalho das artesãs mais principalmente a grande influência que o artesanato pode exercer sobre a sociedade e a sua contribuição para o crescimento social. Nessa perspectiva trazemos o artesanato como agente modificador do cenário sócio-econômico da comunidade.

Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=UqzZaWM0vWc#action=share

Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=fJxZsqnYiD0#action=share


Palavras-chave


Artesanato; Artesão; Produção; Comercialização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/23172428rigs.v1i3.10057