“Visita a uma revolução”: uma análise dos escritos de Milton Santos sobre a revolução cubana (1960)

Bruno de Oliveira Moreira

Resumo


Objetiva-se avaliar neste artigo os elementos que condicionam a aparente contradição entre a coluna de Milton Santos sobre a Revolução
Cubana, publicada em abril de 1960 após uma visita do geógrafo e então jornalista de A Tarde àquele país, e a linha editorial do jornal com
relação ao tema, já marcada pela crítica (ainda que cautelosa) aos julgamentos e condenações aos criminosos da ditadura Batista e aos
rumos nacionalizantes assumidos pelo governo cubano. Contradição “aparente” porque, a meu ver, ilustra um quadro geral de indefinições da
grande imprensa e de setores liberais com relação a Cuba que predominaria até 1961, ano que marca a declaração do caráter socialista
da revolução e a partir de quando as críticas se intensificariam. De maneira geral, enquanto os textos de Santos apontavam Cuba como um
modelo a ser seguido e apoiado pelas nações latino-americanas, os editoriais de A Tarde decretavam o gradual afastamento de Cuba de
certos “postulados democráticos”, típicos, para o jornal, da América.

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