Um contrato de heterossexualidade: a quem serve?

Priscila Costa

Resumo


O presente artigo tem por objetivo propiciar uma reflexão acerca de conceitos naturalizados, como o de heterossexualidade, família, sexo e gênero. Pretende, também, traçar um paralelo entre a matriz da heterossexualidade e o conceito de Contrato Social de Rousseau, analisando as formas pelas quais esta matriz é reiterada a todo momento, de maneira que se torna naturalizada e condição indispensável para viver. Ademais, visa enfatizar a importância da Educação neste processo reiterativo – seja a partir da família de origem, escola ou mídia – e pontuar e analisar meios de desconstrução dos binarismos que mantêm a lógica heterossexual, ao mesmo tempo em que a produzem. É através da Educação que se pode promover o pensamento crítico, permitindo aos sujeitos o questionamento destas normas. Em um mundo pós-moderno, pós-estruturalista, de identidades fluidas, a rigidez com a qual a sexualidade é encarada engessa os mecanismos que possibilitariam o trânsito livre dos sujeitos, o trânsito de sujeitos livres.

Palavras-chave


Heteronormatividade; Educação; Família; Matriz da heterossexualidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/peri.v1i9.8918