Segurança pública e violência simbólica: as identidades trans entre o reconhecimento e a (in)visibilidade

Guilherme Gomes Ferreira, Beatriz Gershenson Aguinsky, Marcelli Cipriani Rodrigues

Resumo


O presente artigo, fruto de pesquisa acadêmica[1], visa problematizar como vem sendo apreendidas as noções de identidade trans a partir das instituições de segurança pública e pelo movimento social de travestis e transexuais do município de Porto Alegre – desenvolvendo, para tanto, uma análise mais específica acerca de como opera o sistema binário de sexo/gênero em relação à interpretação de corpos trans.Sob a perspectiva da teoria queer, procura-se compreender de que forma as identidades trans passam ou não a ser reconhecidas mediante sua menor ou maior proximidade em relação às normas e aos padrões do sistema binário de sexo/gênero, o qual se articula com categorias de classe social e de raça/etnia para o aprofundamento de desigualdades já existentes.


[1] O estudo foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul.


Palavras-chave


identidades trans; reconhecimento; segurança pública; interseccionalidades.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/peri.v1i9.8916