Pode a roupa matar?: os embates impulsionados pela armadura queer e a violência desigual executada sobre seus corpos

Baga de Bagaceira Souza Campos, Renata Pitombo Cidreira

Resumo


Na busca por questionar a negação às existências nos corpos dxs sujeitxs queers e as resistências lançadas pela sua roupa, convocada enquanto armadura, pelo viés político que o reveste, o artigo preocupasse em refletir os modos com os quais as vestes e suas linguagens afetam o regime sensível de sentidos, a ponto de tornar o corpo dissidente do gênero, da sexualidade e da raça susceptível a copiosas violências. Desse modo, o trabalho demanda de uma análise sobre o vestuário, no que se refere à violência, explicitando que a expressão de sua roupa, provocada entre o ser violentado pelos adornos que o compõem e a roupa do seu corpo enquanto desobediente às normas, e, portanto, desestruturante para os sujeitos firmados como “normais”, é dada de forma desigual. A análise apresentará frames do documentário Sem Títulos (RIBEIRO; PORTELA, 2013), enquanto ilustração, convocando, portanto, às desobedientes inscrições no modo de vestir-se e as discrepâncias que tais violências operam. Aqui, são impetradas as questões que envolvem as sensibilidades e os processos de sentir e perceber o corpo adornado a partir de uma matriz fenomenológica sobre a composição da aparência estranhada.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.9771/peri.v1i10.27924

Rev. Peri. Salvador, BA, Brasil. e-ISSN: 2358-0844

  

 

 

Este periódico está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional