O Escola Sem Partido e o ódio aos professores que formam crianças (des)viadas

Fernanda Pereira de Moura, Diogo da Costa Salles

Resumo


propomos uma análise do Movimento Escola Sem Partido, sua relação com discursos e movimentos políticos de caráter conservador e fundamentalista religioso e as formas como esse movimento mobiliza uma série de discursos e práticas que tem como objetivo desqualificar os debates e teorias de gênero. Paralelamente a isso, buscamos inserir o debate sobre o Escola Sem Partido dentro de uma discussão maior sobre os ataques promovidos por grupos políticos conservadores não só no nível da educação, mas no âmbito social como um todo. Tendo em vista os casos recentes de censuras à exposições artísticas como o Queermuseu, consideramos que os discursos de grupos como Movimento Brasil Livre, Escola Sem Partido, renovação carismática católica e evangélicos neopentecostais fazem parte de uma frente ampla que busca impor um projeto de sociedade pautado na marginalização e opressão a grupos vulneráveis como LGBTs, mulheres e pessoas negras.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/peri.v1i9.25742