A arte de nomear: leituras (trans)gressoras de gênero a partir de uma obra dadaísta de Marcel Duchamp

Cláudio Eduardo Resende Alves, Magner Miranda de Souza, Maria Ignez Costa Moreira

Resumo


Um nome pode revelar um papel no mundo, ele faz parte dos atos performáticos do cotidiano, podendo compreender uma infinidade de interpretações e representações. A discussão polissêmica do objeto “nome” em interface com as teorias pós estruturalistas de gênero é problematizada a partir da ótica queer e do movimento dadaísta do século XX. Propõe-se uma breve reflexão crítica sobre o artista dadaísta Marcel Duchamp que, numa de suas obras, utiliza a linguagem da travestilidade como forma de expressão artística, cultural, social e política, dando vida a Rrose Sélavy - seu segundo eu feminino. A manifestação artística configura-se como um potente instrumento de leitura da diferença e da alteridade na produção de subjetividades dissidentes.


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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/peri.v1i6.20552