Conflito e Improvisação por Design: a metáfora do Repente

Charles Kirschbaum, Cristina Yumi Sakamoto, Flávio Carvalho de Vasconcelos

Resumo


A metáfora do Jazz foi introduzida nos Estudos Organizacionais com o objetivo de estimular a adoção de práticas que levassem a um maior grau de improvisação. Essa apropriação foi feita assumindo-se um alto grau de cooperação, em oposição a organizações altamente formalizadas onde as rotinas se apresentariam como rígidas e geradoras de inércia. Esse artigo se apropria dessa literatura, buscando em primeiro lugar ampliar a ideia de rotina organizacional, enfatizando a dimensão interpretacionista, salientando o aspecto conflitivo e finalmente revendo o valor heurístico da dicotomia entre “colapso do sensemaking” e sensemaking. Essa reapropriação nos permite preparar o terreno para a introdução e análise da metáfora do Repente e subsequente comparação com a metáfora do Jazz. Buscamos mostrar como as estruturas do Repente permitem a improvisação e ao mesmo tempo protegem os espaços de cada oponente. Essa configuração é importante quando toma-se o conflito como vetor preponderante na improvisação.


Palavras-chave


Rotinas organizacionais, improvisação, sensemaking, conflito, Repente.

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ISSN (Online) 1984-9230 - (Impresso) 1413-585X - Qualis CAPES A2

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