O Gerente-Ciborgue: metáforas do gestor “pós-humano”

César Tureta, Maria José Tonelli, Rafael Alcadipani

Resumo


Este ensaio teórico tem por objetivo apresentar a metáfora do gerente-ciborgue como um “instrumento” analítico capaz de apreender as recentes transformações ocorridas no mundo do trabalho, tomando como referência o redirecionamento do conceito de “social”, que considera a coexistência humana como constituída por elementos materiais. As fronteiras que antes demarcavam a divisão entre humanos e não-humanos já não são muito claras, pois os materiais representam elementos indispensáveis para a produção de ações e desempenho de atividades no trabalho. Argumentamos que ampliar o escopo analítico para a participação dos não-humanos nas atividades dos gerentes permite a compreensão de recentes fenômenos que surgem no espaço de trabalho, principalmente àqueles vinculados a novas tecnologias. Concluímos que a análise das relações de trabalho, por meio da metáfora do gerente-ciborgue, possibilita entender alguns aspectos críticos que esse trabalhador tem vivenciado, além de se apresentar como uma lente de análise interessante para futuras investigações empíricas acerca das implicações e alterações que a participação dos elementos não-humanos gera nas atividades dos gerentes.

Palavras-chave


Gerentes; Metáforas. Não-humanos. Pós-humanismo. Tecnologias.

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ISSN (Online) 1984-9230 - (Impresso) 1413-585X - Qualis CAPES A2