Coronelismo: um referente anacrônico no espaço organizacional brasileiro contemporâneo?

Paulo Emílio Matos Martins, Leandro Souza Moura, Takeyoshi Imasato

Resumo


A partir de Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal (1949) – obra clássica interpretativa do Brasil –, o referente coronelismo vem sendo estudado como uma manifestação singular de poder/autoridade do espaço organizacional brasileiro. Para alguns, entretanto, esse referente se apresenta como uma forma histórica datada de mandonismo, característica do cenário político brasileiro da República Velha. Neste ensaio analisamos a pertinência ou não-pertinência da sobrevivência desse referente no espaço organizacional do Brasil atual. A reflexão aqui formulada postula que o coronelismo tem sobrevivido historicamente no ambiente brasileiro, quer no seu significante transformado coronelismo eletrônico como, ainda, sob outras formas de manifestação. A análise ora proposta revela que as semioses desses referentes linguísticos apresentam os traços semiológicos semelhantes. Como conclusão, postula-se que o referente genérico coronelismo, ao sofrer re-significações ao longo da História, tem-se mantido como forma viva e singular de mandonismo da cultura política organizacional no Brasil.

Palavras-chave


administração brasileira, Coronelismo, mandonismo.

Texto completo:

PDF


ISSN (Online) 1984-9230 - (Impresso) 1413-585X - Qualis CAPES A2