Hipótese do efeito de terceira pessoa: as estimativas de fumantes e não-fumantes sobre os efeitos dos anúncios anti-tabagismo

Camilo Aggio

Resumo


A hipótese do efeito de terceira pessoa consiste na idéia de que as pessoas, quando submetidas a mensagens persuasivas e conteúdos mediáticos avaliados como negativos, nocivos ou socialmente indesejáveis, subestimam os efeitos sobre si e superestimam os efeitos sobre as outras pessoas. Por outro lado, frente a mensagens avaliadas como positivas, benéficas e/ou socialmente desejáveis, os indivíduos tendem a estimar um grande efeito sobre si e um efeito menor sobre os outros, caracterizando o efeito inverso de terceira pessoa ou o efeito de primeira pessoa. A partir dessas duas noções pilares e das discussões sobre os fatores e variáveis que incidem sobre o fenômeno do efeito de terceira pessoa, procura-se verificar neste trabalho como são estimados os efeitos dos anúncios anti-tabagismo do Ministério da Saúde, contidos nos versos dos maços de cigarro, por fumantes e não-fumantes. A amostra consistiu de 102 indivíduos residentes da cidade de Salvador. A questão central é verificar como os fumantes avaliam os efeitos sobre si, sobre os outros fumantes e sobre os não-fumantes, assim como os não-fumantes estimam os efeitos sobre si, sobre as outras pessoas não fumantes e sobre os fumantes.

Palavras-chave


Teorias da comunicação. Efeito de terceira pessoa. Tabagismo. Media Effects. Opinião Pública.

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ISSN (Online) 1984-9230 - (Impresso) 1413-585X - Qualis CAPES A2