Responsabilidade Social: a privatização do público

Wescley Xavier, Carolina Maranhão

Resumo


Este trabalho tem como objetivo apresentar uma via de discussão acerca da responsabilidade social, distinta daquelas que vão ao encontro dos interesses estratégicos das empresas. Optamos, aqui, em discutir as raízes do que se denomina responsabilidade social, assumindo um posicionamento questionador frente à atuação das empresas. O ponto de partida adotado é o princípio de que as empresas são geradoras de grande parte dos problemas da sociedade e agem concomitantes ao Estado em prol da manutenção da ordem vigente. O resultado dessa articulação é a existência de mediações de segunda ordem – originalmente contidas nas análises de Marx acerca da alienação do trabalhador –, a partir da responsabilidade social, com o uso de ações paliativas que velam a (des)ordem vigente. Como alternativa, recorre-se à autoconsciência presente nos estudos críticos, em que as mediações de segunda ordem seriam substituídas pelo reconhecimento da situação atual.

Palavras-chave


Estudos críticos organizacionais. Responsabilidade social. Marxismo. Estado. Sociedade.

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ISSN (Online) 1984-9230 - (Impresso) 1413-585X - Qualis CAPES A2