Organização do trabalho pedagógico na formação de professores do MST: realidade e possibilidades.

Mauro Titon

Resumo


O estudo insere-se entre os que investigam a prática pedagógica na formação de professores do MST, tendo por objeto a organização do trabalho pedagógico. Como problema, perguntamos: “Os projetos de formação em Pedagogia da Terra em desenvolvimento no MST/BA alteram a organização do trabalho pedagógico possibilitando a apreensão/construção do conhecimento a partir da práxis revolucionária da luta pela terra”? Buscamos identificar relações entre trabalho e educação, reconhecendo que o trabalho pedagógico e sua organização expressam na particularidade do Movimento Social traços gerais do trabalho alienado, impregnando a ação educativa de contradições cujo conteúdo histórico coloca em risco as pretensões emancipatórias do próprio Movimento. Utilizando-nos do instrumental teórico/prático do Materialismo Histórico Dialético, procedemos à análise de documentos, da produção do conhecimento acerca da temática e de um curso de Pedagogia da Terra. Com isso, indicamos que há possibilidades concretas e de essência que devem ser identificadas nas contradições presentes no curso para redimensionar a prática, tais como a auto-organização do coletivo, a auto-determinação e a relação do trabalho com o ensino. Portanto, buscamos contribuir com a construção da teoria pedagógica concreta, contribuindo com o movimento para articular o processo de formação à luta pela terra e na construção do socialismo.

Palavras-chave


Professores – Formação; Educação do Campo; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/gmed.v2i1.9613

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Germinal: Marx. Educ. em Debate, Salvador - ISSN: 2175-5604.