Educação, luta de classes, revolução. Subjetividade e objetividade no dispositivo teórico de Karl Marx

Irene Viparelli

Resumo


O presente artigo propõe-se indagar a relação entre educação, luta de classe e revolução a partir do Manifesto e dos “textos históricos” de Marx relativos à revolução de 1848. Em uma primeira parte tal confronto se revelerá fecundo por iluminar as características fundamentais do dispositivo teórico marxiano: rejeitando tanto as interpretações “objetivistas” quanto as “subjetivistas”, a teoria da história de Marx resulta ser fundada sobre duas temporalidades, uma linear, a outra cíclica. Estas definem uma relação eminentemente dialética entre objetividade e subjetividade histórica. Na segunda parte o mesmo confronto servirá, ao contrário, para mostrar como Marx “concretamente” se representa o processo pelo qual o proletariado chega a adquirir uma consciência revolucionária madura. Longe de considerá-lo como o “simples” desenvolvimento da consciência de classe proletaria, Marx concebe tal processo muito mais como um percurso complexo, em que estão implicadas todas as classes sociais. Enfim, a última parte é dedicada a mostrar “empiricamente” tal dispositivo teórico em ação: através das análises de Marx sobre o desenvolvimento das lutas de classe na França, se mostrará “praticamente” a absoluta centralidade da dimensão educativa na concepção marxiana da história.

Palavras-chave


Educação; luta de classe; revolução; dialética; subjetividade revolucionária.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/gmed.v3i1.9496

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Germinal: Marx. Educ. em Debate, Salvador - ISSN: 2175-5604.