A CHINA E A TRANSIÇÃO SOCIALISTA – UM BREVE BOSQUEJO

Luís Carapinha

Resumo


O rumo acidentado do processo revolucionário de construção do socialismo da China revela uma gradual reorientação das energias revolucionárias para as “tarefas técnicas”, centradas no desenvolvimento económico e elevação das forças produtivas. O reenquadramento teórico e prático da transição socialista chinesa adquire uma dimensão qualitativa com a proclamação da política de Reforma e Abertura e o reconhecimento da etapa histórica que o Partido Comunista da China, a partir de Deng Xiaoping, definiu como estádio primário do socialismo. A reformulação económica recoloca a questão da utilização dos instrumentos do mercado no processo da transição socialista da China, estabelecendo um paralelo com a experiência pioneira soviética da NEP. A economia de mercado socialista na China corresponde a um modelo de economia mista, em que a propriedade pública e o Estado detêm os altos comandos da economia, e a inserção na economia mundial constitui uma alavanca fundamental, realidade que não configura como dado adquirido um regresso da China ao domínio do capitalismo. Ao mesmo tempo, o confronto incontornável entre as dinâmicas económicas de dois sistemas antagónicos – socialismo e capitalismo – coloca ao PCCh e ao proletariado chinês a exigência teórica e prática da salvaguarda de uma reactualizada perspectiva de classe.    

Palavras-chave


China, Partido Comunista da China, transição socialista, economia de mercado socialista

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/gmed.v6i1.12597

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Germinal: Marx. Educ. em Debate, Salvador - ISSN: 2175-5604.