DEBRIDAMENTO ULTRASSÔNICO DE BOCA TODA NO TRATAMENTO DA PERIODONTITE CRÔNICA SEVERA EM PACIENTES DIABÉTICOS: RESULTADOS PRELIMINARES

Ana Luísa Teixeira Meira, Camila Nobre, Maíza Cardoso Nascimento, Marcelo Napimoga, Renato Casarin, Sandro Bittencourt, Érica Del Peloso Ribeiro

Resumo


Objetivo:Avaliar o efeito do debridamento ultrassônico de boca toda no trata-

mento da periodontite crônica severa em pacientes diabéticos, determinando

as alterações nos parâmetros clínicos periodontais após a terapia periodontal não-cirúrgica. Material e métodos: 9 pacientes diabéticos descompensados (HbA1c ³ 7%) com periodontite crônica severa foram separados aleatoriamente em 2 grupos: Grupo controle: raspagem e alisamento radicular por quadran-

te/4 semanas e Grupo teste: debridamento ultrassônico em sessão única de 45

minutos. Os parâmetros de Índice de placa, Índice gengival, Sangramento à

sondagem, Profundidade de sondagem (PS), Nível de inserção clínico (NIC),

Posição da margem gengival (PMG) foram avaliados. Amostras do fluido

gengival foram obtidas de sítios com PS ³ 6 mm para verificar a presença das

citocinas IL-6, IL-10, IL-17 e IL- 23 pelo teste Elisa. Todas as variáveis foram

avaliadas antes, 1 e 3 meses após o tratamento. Para análise das variáveis

quantitativas (PS, NIC e PMG de bolsas moderadas) foram realizados ANOVA

e teste de Tukey e para os demais parâmetros clínicos foram utilizados os

testes de Friedman e Mann-Whitney. Resultados:Ambos os grupos apresenta-

ram resultados comparáveis quanto aos tratamentos instituídos, não havendo

diferença estatisticamente significante. A IL-23 foi a única citocina que sofreu

aumento aos 3 meses no grupo teste (p£0,05). Conclusão:O debridamento

ultrassônico promoveu resultados clínicos similares à terapia convencional no

tratamento da periodontite crônica severa em pacientes diabéticos.




ISSN 0101-8418
Publicação Quadrimestral
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