Quando o melhor pode ser o pior: como pensar a biodiversidade na restauração ecológica

Sergius Gandolfi, Ricardo Ribeiro Rodrigues

Resumo


Os resultados de experimentos controlados sobre restauração ecológica tendem a produzir regras gerais recomendadas para restauração de diferentes tipos de condições degradadas. Essas regras são definidas como os “melhores” protocolos e as “melhores” espécies vegetais para restaurar qualquer situação degradada. Contudo, como as condições locais variam entre diferentes áreas, protocolos ótimos podem ter desempenho ruim no campo. Além disso, usar cegamente essas regras pode induzir ao uso de poucas espécies na restauração. Como tais espécies se adaptam a poucas condições, elas restringem o sucesso dessas iniciativas e deixam de cumprir o objetivo da restauração ecológica, que é o de desenvolver, no tempo, um sistema autossustentávelcom alta biodiversidade. Argumentamos que: (a) planos de restauração que usem números maiores de espécies vegetais podem lidar melhor com condições locais desconhecidas; e (b) o sucesso da restauração ecológica depende do monitoramento permanente do sistema em restauração e da adoção de ações de manejo adaptativo, corrigindo as possíveis trajetórias indesejadas que não garantiriam a efetiva restauração da área.

Palavras-chave


protocolo de restauração ecológica; objetivos da restauração; monitoramento da restauração; manejo adaptativo; floresta tropical

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DOI: http://dx.doi.org/10.7724/caititu.v1i1.8694

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Revista CAITITU 
 - aproximando pesquisa ecológica e aplicação

ISSN online: 2318-504X