PATENTES E APROPRIAÇÃO DE VALOR DA INOVAÇÃO: O CASO DA PRÓPOLIS

Ticiano Gomes do Nascimento, Francisco José Peixoto Rosário, Araken Alves de Lima, Izadora Quintela Souza de Moraes, Lilian Maria Santos Silva de Lira, Isabel Cristina Celerino de Moraes Porto, Erivaldo Oliveira de Matos, Paula Cavalcante Amélio Silva Cedrim, Irinaldo Diniz Basílio Júnior, Maria Aline Barros Fidelis de Moura, Eduardo Setton Sampaio Silveira, Josealdo Tonholo

Resumo


O objetivo do trabalho foi realizar uma análise crítica do processo de apropriação das patentes em própolis que podem ser consideradas uma proxy de apropriabilidade de valor da inovação, particularmente quando se trata da grande empresa. Realizou-se uma investigação de artigos científicos, documentos de patentes e busca de anterioridade realizados por meio de bases de dados, nacionais e internacionais. A contribuição foi mostrar que o desenvolvimento tecnológico pode acontecer por meio das empresas de Biotecnologia (Biotec), mas os ativos específicos e co-especializados necessários para a proteção do conhecimento de acordo com os regimes de apropriabilidade vigentes, as estratégias para explorar a maior fatia do valor da inovação são traçadas pelas grandes empresas. A originalidade do trabalho vem da própolis como objeto de pesquisa que apesar de bastante conhecida e utilizada no exterior ainda é pouco estudada em termos de redes de pesquisa e inovação no Brasil.


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Referências


REFERÊNCIAS

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/cp.v11i1.23107

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