A FARINHA DE MANDIOCA (MANIHOT ESCULENTA CRANTZ) DE COPIOBA E A VIDA NO CAMPO, EM NAZARÉ-BA: CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA QUALITATIVA À INDICAÇÃO GEOGRÁFICA

Nina Paloma Neves Calmon de Siqueira Branco, Ícaro Ribeiro da Silva Cazumba, Alaane Caroline Benevides de Andrade, Camila Gomes Conceição, Josenai dos Santos Andrade, Ryzia de Cassia Vieira Cardoso, Janice Izabel Druzian

Resumo


Apesar de ter origem territorial específica e reconhecimento de qualidade superior, a farinha de mandioca de Copioba ainda não figura entre os produtos de Indicação Geográfica (IG). Este artigo visa descrever a realidade da cadeia produtiva desta farinha, em Nazaré-BA, na perspectiva qualitativa, contribuindo para o processo de IG. Realizou-se estudo etnográfico, orientado por entrevistas gravadas e observações em campo, entre 2012 e 2013, na zona rural do Copioba Açu. A partir dos relatos, verificou-se que: a agricultura familiar da farinha de Copioba compreende importante gerador de renda para os produtores; o comércio da farinha ainda favorece os atravessadores; a vida no campo é marcada por diversas dificuldades e as melhorias que chegaram às comunidades possuíam perfil clientelista; a organização social mostrou fragilidades e fragmentação, representando o maior obstáculo ao encaminhamento da IG. Assim, visando à implantação da IG, torna-se necessário o desenvolvimento de ações integradas, convergindo esforços interdisciplinares e interinstitucionais.

Palavras-chave


agricultura familiar, Indicação Geográfica, farinha de mandioca,

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/s.cprosp.2015.008.043

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