Os clássicos da Política Pública: concentração e isolamento das comunidades epistêmicas do Brasil, EUA e União Europeia

Leonardo Secchi, Marcello Beckert Zappellini

Resumo


O presente estudo teve como objetivo analisar o nível de concentração/dispersão das referências teóricas e o nível de isolamento/integração das comunidades epistêmicas de políticas públicas no Brasil, nos Estados Unidos e na União Europeia. Para isso foi feita uma análise bibliométrica de 346 artigos publicados nos principais Journals (revistas científicas) de políticas públicas do Brasil, Estados Unidos e União Europeia. A pesquisa teve perfil predominantemente quantitativo, e foi utilizado instrumental estatístico descritivo simples para a análise dos dados. Dentre os principais resultados estão que a comunidade epistêmica norte-americana (89% de citações domésticas) é muito mais isolada que as comunidades epistêmicas do Brasil (33%) e da Europa (45,4%), e que a comunidade epistêmica brasileira possui um grau de concentração maior (33,9%) que as comunidades epistêmicas da Europa (12,96%) e dos Estados Unidos (11,65%). Com relação aos principais autores e obras referenciados foi possível notar que há grande heterogeneidade de referências nas três regiões investigadas, permitindo apontar para a existência de múltiplas comunidades epistêmicas dentro do campo de conhecimento de políticas públicas. Por fim, apenas três autores aparecem com mais de 0,2% das referências contidas nas publicações das três comunidades epistêmicas investigadas: Paul A. Sabatier, B. Guy Peters e James G. March.

Palavras-chave


Políticas Públicas; Comunidades Epistêmicas; Redes de Políticas Públicas.

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