Sociologia da programação social: bens coletivos e política da escala temporal na Itália

Tommaso Vitale

Resumo


Este artigo busca ilustrar a história e a sociologia da programação dos serviços sociais na Itália, caracterizada por elementos de continuidade e de descontinuidade em sua programação social. Para isto, começaremos reconstruindo o significado que o termo “programação” assumiu na Itália (1), a sua relação com a cultura do reformismo (2) e os múltiplos fatores que levaram à critica de uma concepção “centralista” da programação (3). Em seguida, veremos as matrizes da programação social antecipada pela Lei nº 328/2000 nas obras da nova programação local, desenvolvidos em diversos setores das políticas públicas dos anos 1990 (4). O ponto seguinte é dedicado aos Planos de zona, que assumem uma dimensão política, a partir da reforma do welfare local, introduzida pela Lei nº 328/2000 e pela reforma do Título V da Constituição, bem como sobre as principais tensões que surgiram entre valorização dos recursos locais e uniformidade de direitos (5). Precisada a dinâmica histórico-política que levou à configuração atual, poderemos discutir a relevância dos bens coletivos para a solidariedade (6) e a dimensão política da escala temporal própria à programação (7), antes de apresentarmos algumas reflexões finais.

Palavras-chave


sociologia urbana; comparação; welfare local, governança; bens coletivos.

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