Sob a Ótica Pós-Colonial: a modernidade e a construção da homofobia

Guilherme Andrade Silveira

Resumo


No presente artigo pretendo demonstrar, a partir de uma leitura clássica e avançada da teoria pós-colonialista e debruçando-me sobre os movimentos sociais LGBT e na construção da heteronormatividade em nossa sociedade, que a homofobia foi introduzida nas comunidades subalternas e colonizadas do Sul por meio da imposição colonizadora eurocêntrica, em especial, pela dominação cultural e social da Igreja Católica e de suas missões catequizantes, bem como pela transposição do sistema patriarcal e da imagem da tradicional família burguesa europeia, baseados no machismo e na subordinação da mulher. Ademais, busco ir além dos estudos pós-coloniais depreendidos na análise das implicações da colonização sobre os povos originários, sobretudo da opressão às minorias societárias, tais como os negros, indígenas e mulheres, para compreender como a lógica pós-colonialista teve influência na opressão das minorias supracitadas. Partindo da hipótese de que a construção da homofobia e da heteronormatividade foram introduzidas nas comunidades subalternas e colonizadas do Sul por meio da vontade autoritária dos colonizadores europeus, que teve como protagonista a Igreja Católica, com seus dogmas de santidade e suas missões catequizantes, bem como pela exportação do sistema patriarcal da sociedade e da imagem icônica da família burguesa européia, que, conforme exposto acima, era baseada na supremacia masculina e na inferioridade, que acarreta, com isto, dever de obediência e subordinação do gênero oposto, qual seja, a mulher.

Palavras-chave


pós-colonialismo; LGBT; heteronormatividade; subalterno; dominação

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