CURSO DE ESCRITA BÁSICA: DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS EM INGLÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA

Flávia Alvarenga de Oliveira

Resumo


O inglês é hoje o idioma pelo qual se veicula a ciência. Assim sendo, o desejo de acesso ao conhecimento, bem como o interesse em partilhar pesquisas e contribuir globalmente para o avanço científico tornaram-se motivações para o aprendizado da língua inglesa. Em 2013 estabeleceu-se na UFMG o Programa Inglês Sem Fronteiras, fomentado pela CAPES em parceria com o MEC, com o objetivo de acelerar o processo de internacionalização das universidades brasileiras. O objetivo deste artigo é de analisar a ortografia nos textos produzidos no segundo semestre de 2016 por nove alunos matriculados em uma turma de escrita básica do referido programa. Por se tratar de uma turma de nível básico A2, toma-se como certo que seu processamento da segunda língua esteja pautado nos padrões da língua materna. Assim sendo, o processamento das ideias a serem colocadas no papel ainda se daria em português, para, em seguida, serem traduzidos para a língua alvo. Por esta razão, nossa hipótese é de que haja grande interferência da ortografia e da fonologia da língua materna ao se escrever em L2. Para testar tal hipótese, observamos, neste trabalho, os fenômenos da hipercorreção, segmentação e concordância, entre outros, em textos descritivos e argumentativos. Os dados coletados nesta turma somam um total com trinta e dois textos, os quais estão compilados no CorIsF.


Palavras-chave


Escrita acadêmica; inglês; segunda língua; ortografia.

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