GÊNEROS ORAIS NA ESCOLA: O DIÁLOGO ARGUMENTATIVO COMO MEIO PARA A FORMAÇÃO DE UM SUJEITO CRÍTICO NA SOCIEDADE

Juliana Freitas Aguiar, Daniely Moreira Coelho da Silva, Evanilce Chagas Lopes Samico

Resumo


As práticas orais ainda não têm a relevância adequada à sua real importância nas aulas de língua portuguesa. Dessa forma, muitos estudantes finalizam a educação básica sem vivenciar os gêneros orais plenamente nas escolas. Se a educação brasileira, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, tem por uma das suas finalidades desenvolver o educando de forma plena, há a necessidade de uma reflexão mais aprofundada sobre o tema proposto porque a oralidade está presente nas mais variadas situações sociais presenciadas, formais ou informais. Ainda que na atualidade a livre expressão escrita nas redes sociais esteja em voga, há a necessidade de esclarecer aos discentes as diferenças de expressões em determinados contextos, pois elas florescem na oralidade dos nossos alunos de forma latente na sala de aula e permeiam sua vida social cotidiana. Como objetivo deste trabalho, buscamos, embasadas em teóricos estudiosos da educação e da linguística, apontar a importância que a oralidade e a argumentação têm na vida do educando para a sua participação na sociedade como um sujeito ativo, crítico e pensante. Também, destacamos a contribuição da nova Base Nacional de Língua Portuguesa, a qual fortalece a presença da oralidade nas possibilidades de participações significativas e críticas nas diversas práticas sociais. A fim de contribuir com os professores de língua portuguesa, apresentamos uma oficina voltada para a prática oral na sala de aula, enfatizando a multimodalidade, com foco no gênero diálogo argumentativo.

 


Palavras-chave


Oralidade; Letramento; Práticas Sociais; Multimodalidade; Argumentação; Diálogo Argumentativo

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Créditos da capa: Leila França Rocha (vencedora de concurso realizado no ILUFBA em 2002).