REFLEXÃO SOCIOLINGUÍSTICA ACERCA DA PRODUÇÃO TEXTUAL NO LIVRO DIDÁTICO

Ulissivaldo Caetano Costa da Silva, Emanoel Rodrigues de Souza

Resumo


Apesar de o Livro Didático (doravante, LD) ser uma fonte de conhecimento, a escolha dele costuma acontecer de forma inadequada e, muitas vezes, sem se levar em consideração o contexto escolar em que se inserida. A leitura e a escrita são competências complexas que necessitam de habilidades linguísticas cognitivas e metacognitivas. Dessa forma, esse artigo objetiva, sob uma visão sociolinguística analisou o LD e, para tal, foi observado um capítulo específico de um livro utilizado em uma escola da Rede Pública de Ensino do estado de Pernambuco. Assim, visamos verificar se a produção textual, como atividade escolar, leva em consideração a variação linguística que o estudante traz consigo, uma vez que ele precisa entender que existe uma língua monitorada que a escola tenta ensinar suas normas e, também que a sua própria língua não deve ser considerada como um português “errado”, porém uma variante linguística. Para os aportes teóricos utilizamos os estudos de Bunzen (2007), Bagno (2009; 2013), Bakhtin (2003), Freitas e Damasceno (2015) entre outros autores, a fim de que possamos ter uma visão de como ocorre essa produção em sala de aula, já que o professor deve usar o LD como suporte que facilite o processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave


PALAVRAS-CHAVE Livro Didático. Produção Textual. Sociolinguística.

Texto completo:

PDF

Referências


BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. 3ª ed. São Paulo, Parábola Editorial, 2009.

___________. Sete erros aos quatro ventos: a variação linguística no ensino de português. São Paulo, Parábola Editorial, 2013.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BALTAR, M. A. R.; NAIME-MUZA, M. L. Livro didático e letramentos: um olhar para o futuro. Eutomia, Recife – PE, 2013. p 281-300.

BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação. PNLD 2017: língua portuguesa – Ensino fundamental anos finais / Ministério da Educação – Secretária de Educação Básica SEB – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2016.

BRITTO, L. P. L. Em terra de surdos-mudos (um estudo sobre as condições de produção de textos escolares. In: GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula. São Paulo, Anglo, 2012. p.117-126.

BUNZEM, C. O tratamento da diversidade textual nos LD de português: como fica a questão dos gêneros? In: SANTOS, Carmi Ferraz. MENDONÇA, Márcia. CAVALCANTE, Marianne C.B. et. al., Diversidade textual: os gêneros na sala de aula. 1ª ed., 1ª reimp. — Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 43-58.

DOLZ, J.; NOVERRAZ, M.; SCHNEUWLY, B. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 95-128.

FARACO, C. A.. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo, Parábola Editorial, 2008.

FIGUEIREDO, L.; BALTHASAR, M.; GOULART, S. Singular e Plural: Leitura, produção e estudos de linguagem 7º ano. 2ª edição. São Paulo: Moderna, 2015.

FREITAG, R. M. K. e DAMASCENO, T. M. dos S. S. (Org.) Livro didático-gramática, leitura e ensino da língua portuguesa: contribuições para prática docente. São Cristóvão: Editora UFS, 2015.

GONÇALVES, G. M. L.. O texto em sala de aula: Perspectivas contempladas nos LD de Língua Portuguesa. In: MARTINS, Ivanda. Linguagem, leitura e produção textual: desafios e perspectivas. Recife, Baraúna. 2009. p. 339-379.

SILVA, A. M. M. SILVA, L. M. L. da S.. Produção escrita assistemática, espontaneísta, improvisada, restrita às aulas de português. In: BORTONI-RICARDO, Stela Maris. MACHADO, Veruska Ribeiro. Os doze trabalhos de Hércules: do oral para o escrito. São Paulo, Parábola Editorial, 2013. p. 81-96.

SOUZA, E. M. de F.; VIANA, L. D. C.. A discursividade do livro didático de Língua Portuguesa: um gênero do discurso complexo na teoria dialógica da linguagem. Eutomia, Recife – PE, p 281-300, 2013.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Inventário. ISSN: 1679-1347

Instituto de Letras. Rua Barão de Jeremoabo, nº 147 CEP: 40170-115
Campus Universitário Ondina, Salvador-BA
Telefone Geral: 55-71-3283-6256

Créditos da capa: Leila França Rocha (vencedora de concurso realizado no ILUFBA em 2002).