Intertextualidade e Residualidade no romance Lavoura Arcaica

Francisca Yorranna da Silva

Resumo


Resumo: A intertextualidade se caracteriza por uma relação dialógica que se estabelece entre dois textos ou mais, e se baseia na noção de texto polifônico proposta por Bakhtin. A Residualidade se caracteriza por atitudes mentais que remanescem de uma época em outra e/ou de um espaço em outro. Desta forma, nosso trabalho se propõe a esclarecer algumas dúvidas entre o conceito de residualidade e intertextualidade, para em seguida mostrarmos como os dois processos se dão no romance Lavoura Arcaica, publicado em 1975, pelo escritor Raduan Nassar. Para tanto, além da leitura do referencial teórico sobre intertextualidade, pautamos nosso trabalho na Teoria da Residualidade, via de análise proposta por Roberto Pontes e que, ao longo dos anos, tem possibilitado a identificação de resíduos de épocas e espaços diferentes na literatura e na cultura. Intertextualidade e residualidade são procedimentos diferentes, uma vez que, esta ocorre no plano da mentalidade e pode ser apontada no texto literário; aquela se restringe ao plano do texto. A intertextualidade pode ocorrer de modo explícito através de citações diretas, paródias, paráfrases ou imitações declaradas; ou de modo implícito por meio de alusões. A residualidade se dá de forma consciente ou inconsciente e diz respeito à mentalidade, isto é, a forma de agir e pensar de um povo, de toda uma cultura. Ao concluirmos o trabalho esperamos demonstrar como os dois processos ocorrem no romance.


Palavras-chave


intertextualidade; residualidade; Lavoura Arcaica

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Créditos da capa: Leila França Rocha (vencedora de concurso realizado no ILUFBA em 2002).