ALICE’S ADVENTURES IN WONDERLAND: UMA COMPARAÇÃO ENTRE DUAS TRADUÇÕES À LUZ DA TEORIA DA FUNCIONALIDADE

Ana Miriam Carneiro Rodriguez

Resumo


No presente trabalho analisam-se duas traduções do conhecido livro Alice no País das Maravilhas, de autoria de Lewis Carroll, visando perceber a influência do público-alvo nas escolhas do tradutor, inferindo-a com base na Teoria da Funcionalidade (também chamada de Teoria do Escopo) de Katharina Reiss e Hans J. Vermeer (1989). A primeira publicação analisada é de Maria Luiza Borges, publicada sob o nome de tradução em 2009 para o público adulto. A segunda é a tradução de Nicolau Sevcenko, veiculada para o público infantojuvenil sob o nome de adaptação em 1997. A corrente de pensamento base da comparação aqui apresentada afirma que a tradução deve ser voltada para a cultura de chegada, visto que é nela que o texto deve cumprir seu papel comunicativo. Dessa forma, são os aspectos da cultura de chegada que mais influenciam a tradução, e não os da cultura do texto-base. Neste artigo, realiza-se também uma breve discussão sobre os conceitos “tradução” e “adaptação” segundo as teorias dos Estudos da Tradução. A partir da análise comparativa feita entre texto-base, tradução e adaptação de Alice’s Adventures in Wonderland, conclui-se que o objetivo que o tradutor tem com seu texto e o público-alvo da tradução é extremamente relevante no processo tradutório, já que influencia as escolhas que o profissional da tradução faz durante esse processo, pelo menos, nas escolhas relativas a vocabulário, estrutura, estilo e relevância das passagens (quais podem ser omitidas e quais devem ser mantidas) visando o funcionamento do texto traduzido em seu contexto de circulação/recepção. 


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Créditos da capa: Leila França Rocha (vencedora de concurso realizado no ILUFBA em 2002).