Editorial

Pablo Sotuyo Blanco

Resumo


Prezado leitor,
Seja bem-vindo ao novo ICTUS Music Journal!
Bons e vários são os motivos para celebrar este novo volume e número do nosso periódico científico que está completamente renovado, incluindo novo endereço eletrônico, novo design e visual, nova diagramação e uma novíssima estrutura de gestão que amplia e atualiza as ações em prol da publicação qualificada da pesquisa em música iniciadas em 1999, sendo então editor nosso colega Pedro Kroger.
Nesse caminho de inovações promovidas pelo ICTUS se destaca o nosso pioneirismo no uso do SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas, versão em português do Open Journal System, disponibilizada pelo IBICT), como plataforma de submissão, avaliação e publicação online desde 2006. Ainda, em 2009 inovamos novamente ao definir a modalidade de submissão de propostas como fluxo contínuo ao que, neste ano de 2020, retomamos essa tradição apresentando uma publicação completamente redesenhada, com novas estruturas em todos os níveis que, esperamos, reflitam melhor esta nova fase do ICTUS Music Journal.
Sempre objetivando a publicação diversificada nas várias subáreas da pesquisa em música, atendendo aos pertinentes padrões de qualidade internacionais, visando disseminar entre o cada vez mais amplo público interessado, o conhecimento gerado na produção científica e acadêmica da área, no intuito de contribuir para a difusão e reflexão críticas sobre o objeto do nosso trabalho: a música.
Assim, além dos artigos, resenhas, ensaios e debates que fazem parte corriqueira das publicações científicas nas humanidades em geral, sensíveis aos desafios que enfrentamos nesta contemporaneidade sociocultural aparentemente liquidificada (Bauman dixit), decidimos ampliar o escopo com a inclusão de efemérides, entrevistas a personalidades e
documentos musicais, neste último viabilizando a publicação de partituras, registros sonoros ou aplicativos (dentre outros tipos), tanto em Domínio Público quanto no marco da GNU General Public License, marco legal nativo do SEER, podendo ainda, segundo o desejo de cada autor, se ampararem em outras modalidades adicionais de CopyLeft ou similares.

Embora haja muito para comemorar, também há o que lamentar.
Dentre as perdas mais próximas, é mister salientar a passagem de Jamary Oliveira (Saúde, 21 de março de 1944 - Salvador, 29 de março de 2020), renomado compositor, docente e pesquisador baiano. Nosso mentor, colega, parceiro e amigo, a cuja memória, o Conselho Administrativo do ICTUS Music Journal decidiu dedicar este número.
As efemérides em sua homenagem escritas pela coordenação do PPGMUS-UFBA assim como pela Direção da EMUS-UFBA, se unem ao sentimento generalizado da comunidade científica e artística musical brasileira e internacional que, embargada pelas saudades, muito lamenta a morte dessa personalidade única e generosa em muitos sentidos.
Além das devidas homenagens ao saudoso Jamary Oliveira, assim preenchendo a seção das Efemêrides, o restante do conteúdo que esperançosamente inaugura a seção de Artigos do nosso ICTUS Music Journal, reúne textos de autores nacionais que transitam fundamentalmente em importantes setores do logos em música (ou Musicologia, termo que vem retornando cada dia com mais força pra denominar o que no Brasil chamamos de pesquisa em música). Esses setores incluem sociomusicologia, musicologia histórica e etnomusicologia, por vezes dialogando com disciplinas tais como sociologia, antropologia e história, aplicadas em música. Neles se ancoram os referidos textos discutindo questões que vão desde os estudos de caso até os mais amplos (longitudinais ou transversais), abrangendo um escopo geográfico que inclui locações no Brasil (Pará, Maranhão, Piauí, e Rio de Janeiro) e no exterior, num lapso histórico que vai da renascença até início do século XXI.
O leque de trabalhos aqui apresentado levanta tópicos relativos a individualidades (Villa-Lobos, Ferneyhough, Nunes Garcia) ou coletivos musicais. Esses coletivos incluem processos locais (nacionais – como o punk rock em Belém do Pará – ou estrangeiros – como as companhias líricas no Rio de Janeiro), regionais (como a vida cultural no Meio Norte brasileiro) ou internacionais (aqui exemplificado com a reflexão sobre maneirismo em música). Assim, os autores nos apresentam aspectos ligados a estudos culturais, estética musical, teoria e análise composicional, até o impacto no mercado musical de pandemias e crises sanitárias que no passado acometeram nosso país. Nada mais adequado aos tempos que nos toca viver.
Destarte, esperamos ter atingido (mais uma vez) as exigências de qualidade que você, caro leitor, respeitosamente nos impõe. Em nome do Conselho Administrativo e Editorial do ICTUS Music Journal, desejo que tenham todos uma ótima experiência de leituras e frutíferas discussões.
Boa leitura.


Palavras-chave


Música, Musicologia histórica, Composição, Teoria da Música, Práticas interpretativas, Etnomusicologia, Informática em Música, Educação Musical, Psicologia da Música, Editorial

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