Análise da Maturidade da Gestão Socioambiental Praticada pelo Grupo DUTOVIA RLAM do Pólo Camaçari – Aratu: suas contribuições e desafios

Priscylla Lins Leal

Resumo


Esse trabalho busca melhor compreender a gestão socioambiental praticada pelas organizações, suas contribuições e desafios. O Grupo de Gestão Compartilhada da DUTOVIA RLAM do Pólo Camaçari – Aratu foi formado com o propósito de promover a integração entre as empresas proprietárias dos dutos que constituem a DUTOVIA no gerenciamento de suas ações socioambientais. Esta pesquisa objetivou analisar a gestão socioambiental praticada pelo referido Grupo, identificando o estágio de maturidade desta gestão, as contribuições para as suas partes interessadas, suas fragilidades e possibilidades, visando contribuir para o seu aprimoramento. Para atingir esse objetivo foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa, aplicada, descritiva e exploratória. A revisão de literatura permitiu a delimitação do arcabouço teórico- conceitual sobre a gestão socioambiental e a elaboração de um modelo propositivo, o Modelo de Maturidade Socioambiental – MMS, para avaliação da maturidade dessa gestão. Foi utilizada como estratégia de validação a triangulação de dados e das técnicas: analise documental, observação participante e entrevistas. As entrevistas permitiram compreender a percepção de representantes do grupo DUTOVIA e de suas partes interessadas. Complementarmente e também como estratégia de validação, foi também utilizado o grupo focal. Os resultados desta pesquisa revelam que o grupo DUTOVIA cresceu ao longo dos anos de sua atuação de forma desordenada e com fragilidades na gestão praticada e que a atual formação deste grupo tem buscado melhorias. Com base no modelo proposto, pode-se avaliar que o grupo DUTOVIA encontra-se no estágio de maturidade 2, estando suas ações concentradas no atendimento de requisitos legais, no gerenciamento de riscos conhecidos e no desenvolvimento dos interesses das organizações participantes. Os resultados indicaram, no entanto, que o Grupo percebe sua prática como de cooperação e compartilhamento na cadeia produtiva. Através dos dados da pesquisa observou-se que esse compartilhamento da gestão se dá entre as empresas integrantes, mas ainda está distante de se perpetuar na cadeia de atores sociais, já que o poder de decisão está centralizado nas mesmas. As contribuições para as partes interessadas são voltadas para às comunidade residenciais, cuja participação neste relacionamento se dá de forma passiva, não se constituindo num estágio avançado de participação. Os desafios para gestão socioambiental do Grupo estão concentrados no melhor relacionamento com as partes interessadas e na analise das ameaças e fraquezas da gestão. Como caminhos de aprimoramento são apresentadas algumas sugestões e o próprio MMS, como ferramenta para avaliar as práticas de processo dos estágios sucessivos, que podem conduzir ao aperfeiçoamento do grupo.


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DOI: http://dx.doi.org/10.17565/gesta.v3i2.15102

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ISSN Eletrônico: 2317-563X