PRODUÇÃO E AVALIAÇÃO DE CARVÕES ATIVADOS OBTIDOS EM DIFERENTES FASES DE ESTABILIZAÇÃO DO LODO DE ESGOTO

Glaydson Simões dos Reis

Resumo


O aumento exponencial na produção de lodo de esgoto, decorrente da melhoria dossistemas de tratamento sanitário em grandes centro urbanos, pode representar um problemaambiental se este não for disposto adequadamente. Converter lodo de esgoto em adsorventesatravés da pirólise tem sido proposto desde 1971 como alternativa a destinação final desteresíduo. Como alternativa para disposição do excesso de lodo que é retirado do reator UASBna Estação de Tratamento de Esgoto Subaé, Feira de Santana, Bahia, a proposta deste trabalhofoi obter carvão ativado em diferentes fases de estabilização do lodo de esgoto e avaliar suacapacidade de adsorção na remoção do azul de metileno em solução aquosa. As propriedadesdo lodo como sólidos totais e voláteis totais, carbono orgânico, nitrogênio, foramdeterminadas seguindo recomendações do Standard Methods APHA. As amostras de lodoforam pirolisadas a 450°C sob atmosfera inerte e o carvão ativado produzido foi caracterizadopor CHN, adsorção de nitrogênio e ensaios de adsorção. Pelas análises físico-químicas, o lodode esgoto apresentou baixos teores de carbono e nutrientes, independentemente do tempo deretenção no leito de secagem, quando comparados a típicos Iodos de sistemas anaeróbios. Osespectros de infravermelho confirmam a presença de grande quantidade de silicatosdecorrente da baixa eficiência da ETE-Subaé. Os ensaios de adsorção, usando o azul demetileno como adsorvato, mostraram que estes carvões são adsorventes potenciais pararemoção de corantes em efluentes líquidos. As isotermas de adsorção foram estudadas e osresultados foram ajustados pelos modelos de Langmuir e Freundlich. O modelo de Langmuirdescreveu melhor o processo de adsorção. Os resultados da adsorção, grau de enriquecimentode carbono e a razão molar N/C, indicaram que a melhor amostra para preparar carvão ativadoda ETE-Subaé é o lodo LES08, àquela que permaneceu mais tempo no leito de secagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17565/gesta.v2i2.12801

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ISSN Eletrônico: 2317-563X