Educação e tradição: reflexões a partir de Hannah Arendt e Walter Benjamin

Vanessa Sievers de Almeida

Resumo


Este artigo analisa alguns aspectos da noção de tradição em Hannah Arendt e de Walter Benjamin. Em seguida aborda-se a relevância da tradição para uma formação ético-política, sustentando que uma “educação tradicional” pode contribuir para que os educandos delineiem sua pertença a um mundo que compartilham com outros. Defende-se que a apropriação de tradições herdadas, ao contrário do que muitas vezes se afirma, não inviabiliza necessariamente a liberdade do educando, mas promove fundamentalmente as faculdades de julgar e pensar por conta própria e a disposição de renovar o mundo. Finalmente se discutem as repercussões que a perda hodierna da tradição traz para a educação, indagando se ainda é possível formar os mais novos, quando o passado parece não ter mais nada a nos dizer e num momento em que nos perguntamos se ainda temos algo a transmitir. Indagamos de que forma podemos nos responsabilizar pela formação dos educandos quando não mais temos uma tradição que nos une e orienta, ou à luz da qual possamos compreender nossas experiências.

Palavras-chave


Educação; tradição; responsabilidade; Hannah Arendt; Walter Benjamin

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/2317-1219rf.v4i2.9761

Revista entreideias: educação, cultura e sociedade, desde 2012. ISSN: 2317-1219 (online)
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