A escola e a construção da identidade de adolescentes autores de ato infracional

Andréa Sandoval Padovani, Marilena Ristum

Resumo


Este artigo versa sobre como os adolescentes autores de ato infracional que cumprem medida socioeducativa de internação significam sua reinserção na vida escolar dentro da privação de liberdade e como este novo contato com a escola interfere na construção de sua identidade. Apresenta dados estatísticos, nacionais e regionais, relativos à escolaridade da população em geral e a de jovens envolvidos no cometimento de ato infracional, como forma de situar o leitor nesta realidade. A pesquisa utilizou-se da fotovoz como instrumento para a coleta de dados. Uma máquina fotográfica foi disponibilizada a cada um de seis adolescentes. Os participantes tinham idade entre 16 a 19 anos. Três com média de seis meses de cumprimento de MSEI e três com um ano ou mais. Foi solicitado que eles fotografassem o que era significativo para eles na internação e depois foram realizadas entrevistas para que eles pudessem falar das imagens. A escola foi fotografada por todos os adolescentes, que referiram a importância deste espaço na socioeducação e em suas vidas, percebendo a escolarização dentro da internação como um caminho possível de repensar o vínculo com a escola e desta enquanto possibilidade de reinserção social e profissional e de distanciamento da realidade infracional. Porém, faz-se necessário repensar a escola fora das unidades com vistas a manter esta ligação do jovem com este espaço de construção de identidade.

Palavras-chave


Escola; Adolescência; Conflito com a lei; Medidas socioeducacionais

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/2317-1219rf.v2i2.7672

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