Deficiências: pensando espaços entre dança e terapia

Virginia Lais Souza

Resumo


O presente artigo busca levantar questionamentos sobre um assunto
um pouco nebuloso entre o senso comum. Quando falamos em deficiência,
pensamos logo no prefixo in: inabilidade, incapacidade, inaptidão. Mesmo
que nossa cultura esteja cada dia mais entendendo as singularidades de cada
pessoa, ainda é comum um discurso do ponto de vista daquilo que não se
pode fazer em algumas condições físicas ou cognitivas, ou seja, a deficiência é
apontada como “aquilo que está faltando”. Desde os anos 80, artistas ligados à
dança têm se dedicado à pesquisa com pessoas com deficiência. Isso proporcionou
novos olhares do público; olhares que quebram os estereótipos daquilo
que se entendia por dança, onde o virtuosismo era o centro do espetáculo.
Percebem-se novas qualidades de movimento, novas alternativas e soluções
que cada corpo encontra para adaptar suas possibilidades. Discutiremos a deficiência ocupando espaços nas artes, especialmente na dança, e também as fronteiras existentes para delimitar trabalhos artísticos e terapêuticos. Frequentemente existem equívocos pela dificuldade em aceitar que uma pessoa com deficiência dança por motivos que não necessariamente estão relacionados à reabilitação ou superação de limites. Não se trata de minimizar a importância de outras áreas de estudo, mas sim de ressaltar que a dança,
especialmente a contemporânea, possui um espaço abrangente para os mais diversos dançarinos e não considera uma característica como impedimento, porém como um novo caminho.

Palavras-chave


Dança. Deficiências. Terapia. Corpo. Artes.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.9771/2317-1219rf.v14i16.4365

Revista entreideias: educação, cultura e sociedade, desde 2012. ISSN: 2317-1219 (online)
www.entreideias.ufba.br
Antiga Revista da FACED, desde 1994