Educação e Pragmatismo: diálogos entre Aníbal Ponce, István Mészáros e Hannah Arendt

Ricardo Teixeira da Silva, Helena Cristina Guimarães Queiroz Simões

Resumo


Educar para a liberdade e emancipação ou para formar profissionais aptos ao mercado de trabalho? Como a educação cedeu espaço ao pragmatismo e como refletir sobre alternativas a este modelo formativo? Pensar a educação é tarefa complexa e multidimensional, pois sua história não nasceu, tampouco se ampliou, de um movimento uniforme, homogêneo. A depender do lugar no mundo, os processos educacionais apresentaram-se de maneiras diferentes, cujo papel da educação variava a depender dos mandatários ou destinatários deste sistema. Alguns desses processos eram “bem-sucedidos” se considerarmos a minoria a ser alcançada. Quando, posteriormente, a educação atinge as classes trabalhadoras, seu foco é preparar mão de obra para o mercado de trabalho; busca-se exclusivamente um pragmatismo técnico. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo refletir sobre processos e perspectivas educacionais, através de um diálogo entre os educadores Aníbal Ponce e István Mészáros e a filósofa Hannah Arendt. Dos autores nos utilizaremos para demonstrar como a história da educação inclinou-se, no decorrer dos séculos, ao pragmatismo; da autora, extrairemos uma perspectiva educacional que, acreditamos, surge como alternativa a ser implantada nas práticas daqueles envolvidos nos processos educacionais, cuja principal referência seja o próprio ser humano, ainda em formação. Não se trata, no entanto, de oferecer uma proposta pronta, que pretenda resolver o problema do pragmatismo de maneira completa ou simplista. Trata-se, na verdade, de refletir sobre possíveis caminhos que podem ser trilhados a partir do pensamento arendtiano.

Palavras-chave


Educação; Pragmatismo;Formação do Cidadão.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/re.v9i1.34123

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