A apreciação artística como experiência estética: entre os nós da sacralização da arte e do artista.

Kesia Mendes Barbosa

Resumo


O presente estudo busca contribuir para o debate acerca do ensino da arte e um de seus principais papéis: o de proporcionar aos educandos experiências estéticas por meio da apreciação artística. O recorte proposto analisa os possíveis percalços desse caminho sob o prisma da sacralização da arte e do artista, entendida como fruto de um processo histórico-social de uma rede de relação que subtrai e mistifica a atividade criadora e sua apreciação. Este processo sacralizou as obras e os autores e também os membros licenciados para delas se apossarem. Além de legitimar o conceito de dom na criação artística — como forma de naturalizar e esconder as relações de dominação — apresenta o discernimento estético como algo inato, impossível de ser ensinado. Cabe à escola um investimento massivo em ensinar a disposição culta, os códigos de leitura das obras que permitirão uma melhor experiência estética, sem esquecer de primar pelas “alegrias culturais".

Palavras-chave


sacralização da arte e do artista; experiência estética; ensino de arte

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/2317-1219rf.v12i12.2758

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