A CLÍNICA DE ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL

Denise Tomaz Aguiar, Lia Carneiro Silveira, Paula Danyelle de Barros Palácio, Mariana Karen Bringel Duarte

Resumo


Com as mudanças propostas pela reforma psiquiátrica, a enfermagem foi direcionada para uma nova prática quese distancia da institucionalização e da assistência manicomial predominante no modelo anterior de assistênciaem saúde mental, mas essas mudanças no campo da atuação, por sua vez, convocam o enfermeiro a rever afundamentação teórica de sua prática, de forma a favorecer a consolidação de suas ações já modificadas presentesnos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O estudoobjetivou analisar a prática clínica de enfermagem em saúde mental, identificando as bases teóricas que fundamentamsuas ações. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, que utilizou como instrumento de coleta de dados a entrevista com 14 enfermeiros dos CAPS em Fortaleza, Ceará. A análise dos dados coletados permitiu perceber-se que a enfermagem é requisitada a desenvolver uma atuação clínica que se dá de formas variadas, evidenciando diversos enfoques do cuidado. Constatou-se que muitos enfermeiros que participaram da pesquisa ainda não haviam consolidado o real sentido da escuta em sua prática; muitos entendempor escuta o diálogo, escutar as queixas patológicas, estratégia de acolhimento ou mesmo escutar as solicitaçõespara posterior resolução de queixas; o relacionamento terapêutico também sofre distorção em seu significado, aoser compreendido como uma forma amigável de relação com os pacientes. Quanto à consulta, também se percebeua falta de entendimento, ao ser confundida com triagem ou apenas avaliação, não obstante ter-se constatado quetambém há enfermeiros que a utilizam como espaço de intervenção. Concluiu-se que a enfermagem busca novasformas de fazer clínica em saúde mental, embora encontre dificuldades para construir uma concepção de clínicaque transponha a doença e enfoque os sujeitos.

Palavras-chave


Saúde Mental, Enfermagem, prática profissional

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DOI: http://dx.doi.org/10.18471/rbe.v25i2.5549

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