A ENFERMEIRA NA EQUIPE TRANSDISCIPLINAR DE SAÚDE MENTAL

Dora Sadigursky

Resumo


Este artigo faz uma retrospectiva histórica da enfermagem, iniciando nos momentos que antecederam a sua profissionalização, em 1860, com Florence Nightingale, na Inglaterra, até os dias atuais. Seu objetivo é entender como se deu a inserção da enfermeira na equipe transdisciplinar de saúde mental. Trata-se de um estudo bibliográfico, em que o panorama histórico revela, no Brasil, que a primeira tentativa de ensino de enfermagem ocorreu na área psiquiátrica e constituiu-se de uma prática submissa ao poder hegemônico médico, sendo que à enfermeira foi destinada o papel de mantenedora do controle no espaço asilar, reproduzindo o poder do médico a ela delegado e repassando-o ao doente mental através da coerção, do controle, da vigilância e da violência. Evidencia, ainda, que a partir do momento em que a enfermeira começou a participar mais do trabalho coletivo em saúde e a capacitar-se, passou a ser reconhecida, respeitada e solicitada a fazer parte da equipe, inserindo-se como agente terapêutico que trabalha em conjunto para alcançar o objetivo maior que é cuidar de indivíduos em sofrimento psíquico, tornando-os independentes o mais rápido possível, para que retornem ao seu lugar na sociedade com cidadãos.

Palavras-chave


Saúde Mental; Equipe Transdisciplinar; Enfermagem

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DOI: http://dx.doi.org/10.18471/rbe.v17i3.3860

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