INTOXICAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA: SOCORROS DOMICILIARES REALIZADOS POR ADULTOS

Camila Cristiane Formaggi Sales, Patrícia Suguyama, Márcia Regina Jupi Guedes, Nataly Barbosa Alves Borghesan, Ieda Harumi Higarashi, Magda Lúcia Félix de Oliveira

Resumo


Objetivo: identificar a presença e as ações de adultos no local da ocorrência de acidentes toxicológicos infantis e os primeiros socorros realizados. Método: estudo transversal, com análise retrospectiva de fichas de ocorrência toxicológica de crianças de zero a 4 anos, arquivadas em um centro de assistência toxicológica. Resultados: analisaram-se 1.012 fichas. O perfil era: sexo masculino (54,9%), com idade de 1 a 2 anos (64,3%) e medicamentos como principais agentes (39,6%). A maioria dos acidentes aconteceu na residência (94,8%), com crianças acompanhadas dos pais ou outro responsável adulto. Imediatamente após o reconhecimento do episódio de intoxicação, 229 (22,6%) adultos realizaram socorros domiciliares e as principais ações informadas foram realização de descontaminação do local afetado por lavagem e por meio mecânico (49,3%); administração de líquidos para diluição do agente (32,8%); e indução de vômito/êmese (16,6%). Conclusão: a maioria dos socorros domiciliares realizados não teve evidência científica e estava ligada a crenças familiares.
Descritores: Saúde da criança. Envenenamento. Substâncias tóxicas. Acidentes domésticos. Cuidados de enfermagem


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DOI: http://dx.doi.org/10.18471/rbe.v31i4.23766

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