ACIDENTES OCUPACIONAIS BIOLÓGICOS E PRÁTICAS PROTETORAS EVIDENCIADOS NAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ENFERMEIROS SOBRE SUA VULNERABILIDADE

Érick Igor dos Santos, Antonio Marcos Tosoli Gomes, Sergio Correa Marques

Resumo


Enfermeiros estão sob risco de acidente ocupacional biológico, dada a sua proximidade ao corpo adoecido de pacientes. Este estudo buscou analisar a vulnerabilidade de enfermeiros que cuidam de pessoas que vivem com HIV/Aids e suas representações sociais relativas aos acidentes ocupacionais biológicos e as práticas protetoras adotadas. Utilizou-se o referencial das Representações Sociais. Foram entrevistados 30 enfermeiros que atuavam em HIV/Aids. Os dados foram analisados por intermédio do software QSR NVivo 9. Os participantes afirmam ter sentido desespero, pânico e solidão mediante o acidente. A naturalização dos procedimentos e a resistência em utilizar os equipamentos de proteção individual são aspectos de sua vulnerabilidade. Quanto as práticas protetoras, a valorização do protocolo de acidentes ocupacionais, a sinalização do diagnóstico do paciente e uso exagerado dos equipamentos emergiram nos discursos. Conclui-se que, embasados em sua percepção acerca de sua própria vulnerabilidade, os enfermeiros planejam alternativas para proteger-se e as justificam, atribuindo-lhes sentido.


Palavras-chave


Enfermagem; Enfermeiros; Vulnerabilidade em Saúde; Acidentes de trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18471/rbe.v29i4.13802

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