TANTO... QUANTO: SOBRE A NECESSIDADE DE UMA SOCIOLOGIA TEXTURAL DA ARTE

Eduardo de la Fuente

Resumo


Um dos dilemas recorrentes na sociologia da arte tem sido como balancear abordagens internalistas e externalistas dos fenômenos estéticos (isto é, explicações estéticas e sociais); ou o que este artigo caracteriza como a necessidade de sair de um modelo “ou arte ou sociedade” para um modelo de lógica “tanto arte quanto sociedade”. Nos últimos anos, os dilemas conceituais foram intensificados por uma tendência de o capitalismo se  tornar um fenômeno mais explicitamente cultural. Ao mesmo tempo, os conhecimentos sobre arte e estética saíram da esfera da grandiosidade e da alta cultura para o mundo prosaico do dia a dia. Este artigo propõe que a solução para os dilemas em curso da sociologia da arte, e para o atual desafio das bases da arte e do conhecimento estético é adotar um paradigma textural, ao invés de um modo de pensar textual. O paradigma textural foi desenvolvido primeiramente no pensamento sobre lugar e é adequado para pensar os problemas da sociologia da arquitetura e do urbanismo – incluindo o problema de como o tecido urbano, às vezes, começa a desemaranhar; ou porque alguns estilos arquitetônicos improváveis voltam à moda (como, por exemplo, o brutalismo pós-guerra).

BOTH-AND: ON THE NEED FOR A ‘TEXTURAL’ SOCIOLOGYOFART

Abstract

One of the recurring dilemmas in the sociology of art has been how to balance ‘internalist’ and ‘externalist’ accounts of an esthetic phenomena (i. e., a esthetic and social explanations); or, what this paper terms the necessity of moving from an either-or model of art and society to adopting a both - and logic. In the last few years, the conceptual dilemmas have been further heightened by developments such as capitalism becoming more explicitly cultural; and knowledges about art and aesthetics moving from there almof the ‘grand’ and the high cultural to the more prosaic and the every day. This paper proposes that a solution to the ongoing dilemmas of the sociology of art, and the current challenge of the proliferation of arts/aesthetics-knowledge bases, is to adopt a textural rather than textural mode of thinking. The textural paradigm was first developed in thinking about place and is well-suited to thinking through problems in the sociology of architecture and urbanism – including the problem of how the urban fabric, at times, starts to unravel; or why some unlikely architectural stillest age comebacks (e. g., post-war brutalism).

Keywords: textures; sociology of art; Ingold; Lefebvre; architecture and urbanism.

 

SUR LA NECESSITE D'UNESOCIOLOGIE DE LA TEXTURE DE L'ART

Resumé

L'un des dilemmes le plus récurrent dans la sociologie de l'art c'est de savoir comment équilibrer les approches internalistes et externalistes des phénomènes esthétiques (c'est-à-dire des explications esthétiques et sociales); ou ce que cet article définit comme la nécessité de sortir d'un modèle «d'un art ou d'une société» pour un modèle logique «à la fois l'art et société». Au cours des dernières années, les dilemmes conceptuels ont été aggravés par la tendance du capitalisme à devenir un phénomène plus explicitement culturel; au même temps, la connaissance de l'art et de l'esthétique est passée de la sphère de la grandeur et de la haute culture au monde prosaïque de la vie quotidienne. Cet article propose que la solution aux dilemmes actuels de la sociologie de l'art et au défi actuel des fondements de la connaissance de l'art et de l'esthétique consiste à adopter un paradigme textural plutôt qu'un mode de pensée textuel. Le paradigme de la texture a été développé pour la première fois en pensant sur le lieu et convient aux problèmes sociologiques de l’architecture et de l’urbanisme, y compris comment, le tissu urbain commence parfois à se démêler; ou comme certains styles architecturaux improbables sont revenus à la mode (comme le brutalisme d'après-guerre).

 Les mots-clés: textures; sociologie de l'art; Ingold; Lefebvre; architecture et urbanisme.

 


Palavras-chave


texturas; sociologia da arte; Ingold; Lefebvre; arquitetura e urbanismo

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v32i87.32470

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