ANDRÉ GORZ, PELA INCONDICIONALIDADE DA RENDA

Françoise Gollain

Resumo


André Gorz partilhou com defensores da renda de existência o diagnóstico segundo o qual o atual sistema de redistribuição não está adaptado à flexibilidade e à precarização do emprego como um dado estrutural de mercado de trabalho. Entretanto, além do desejo de remediar essas disfunções e de assegurar uma seguridade existencial a cada um, ele concebia a outorga de uma renda garantida a todos como um dos instrumentos de uma transformação radical e emancipadora. Nessa perspectiva, a renda de existência está articulada a duas séries de medidas: redução do tempo de trabalho e expansão das atividades autônomas. O exame do lugar acordado a cada um dos termos desse tríptico permite perceber a significativa mudança de Gorz para um degrau mais elevado da incondicionalidade da renda. Para além dessa virada, buscamos ressaltar a permanência de seu projeto político (e filosófico) fundamental: restringir as relações mercantis e avançar para uma sociedade caracterizada por formas de cooperação não mercantis.

Palavras-chave


André Gorz; Existencialismo; Incondicionalidade da renda

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v30i81.25656

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