PARA ONDE FORAM OS SINDICATOS? Do sindicalismo de confronto ao sindicalismo negocial

Ricardo Antunes, Jair Batista da Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é indicar elementos para a seguinte indagação: para onde foram os sindicatos? Para tanto, analisamos as duas principais centrais sindicais do país: a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical (FS), tanto em seu ideário quanto em relação às suas respectivas atuações sindicais. Nossa hipótese central é que o sindicalismo brasileiro recente, denominado como novo sindicalismo, sofreu grandes transformações ao longo de mais de três décadas, que acabaram por alterar significativamente suas práticas e concepções sindicais. Isso se verificou especialmente em seu núcleo mais importante, a CUT, resultante direta do novo sindicalismo, cuja atuação sindical distanciou-se do chamado sindicalismo combativo, dotado de claro caráter de classe, para práticas sindicais predominantemente voltadas para as negociações visando à ampliação dos espaços de cidadania. Para realizar esta análise nosso trabalho recorreu às principais resoluções de congressos, plenárias, documentos e às pesquisas que analisaram as práticas sindicais durante as décadas mais recentes.

Palavras-chave: Ação sindical. Centrais sindicais. Novo sindicalismo. Sindicalismo negocial. CUT. Força Sindical.

WHERE DID THE LABOR UNIONS GO? From a combative unionism to a negotiating unionism
Ricardo Antunes
Jair Batista da Silva

This article tries to answer the following question: where did the labor unions go? For such, we analyze the two main union centers: the Workers Union Center (CUT) and the Union Force (FS), regarding their ideals and the unionized actions. Our main hypothesis is that contemporary Brazilian unions, called new unionism, went through big transformations over more than three decades. These transformations significantly altered their practices and union concepts. This is especially apparent in its most important center, the CUT, a direct result of the new unionism, which distanced itself in actions from the so-called combative unionism, which clearly has a classist take, towards union actions that are more negotiating and aim to broaden citizenship spaces. To perform this analysis, our research focused on the main resolutions from Congress, assemblies, documents, and on studies that analyzed union practices over the last decades.

Keywords: Union practices. Union centers. New unionism. Negotiating unionism. CUT. Union Force

OÙ SONT DONC LES SYNDICATS? Du syndicalisme de confrontation au syndicalisme de négociation
Ricardo Antunes
Jair Batista da Silva

Le but de cet article est d’indiquer des éléments capables de répondre à la question suivante : où sont donc les syndicats ? À ces fins nous analysons les deux principaux syndicats du pays : la Centrale Unique des Travailleurs (CUT) et la Force Syndicale (FS), autant au niveau de leurs idées que dans le cadre de leurs actions syndicales respectives. Notre hypothèse principale est que le syndicalisme brésilien récent, appelé nouveau syndicat, a souffert d’importantes transformations pendant plus de trois décennies qui ont fini par modifier de manière significative leurs pratiques et leurs conceptions syndicales. Ce fut tout particulièrement le cas de son représentant le plus important, la CUT. C’est une conséquence immédiate du nouveau syndicalisme dont l’action s’est éloignée du dit syndicalisme militant, doté d’un caractère de classes très clair, pour aller vers des pratiques syndicales portant essentiellement sur des négociations visant à élargir les espaces de citoyenneté. Notre analyse est fondée sur les principales résolutions prises au cours des congrès, les sessions plénières, les documents et les recherches qui ont étudié les pratiques syndicales au cours des dernières décennies.

Mots-clés: Action syndicale. Fédérations syndicales. Nouveau syndicalisme. Syndicalisme de négociation. CUT. Force Syndicale.

 

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Palavras-chave


Ação sindical. Centrais sindicais. Novo sindicalismo. Sindicalismo negocial. CUT. Força Sindical.

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DOI: http://dx.doi.org/10.9771/ccrh.v28i75.20066

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